Dezembro 8, 2008...5:05 am

Resposta ao post da infoexame: “As redes P2P vão destruir o mundo?”

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Não é de hoje que leitores de livros como O Código d’vinci ou The Secret, ou qualquer livro pop bestseller ao lê-los acha que sabe tudo de templarios ou esoterismo-filosofia-sincrestismo-de-qualquer-coisa. Isso é para qualquer um que lê e acha com conhecimento suficiente para discutir sem falar besteira. A experiencia diz que não. É assim com revisionistas do holocausto judeu que por osmose ignobil acham que estão revelando ao mundo a verdade sobre as mortes do judeus, eu digo: aff! Aff para quem apenas lê algumas coisas e já acha no direito de fazer conclusões, digo isso porque no blog de Felipe Zmoginski na infoexame, o autor coloca o titulo, as rede p2p vão destriur o mundo? ,com uma pretenção de elefante. Citando o inicio do post a afirmação de quem não sabe sobre o assunto é incrivel:

As redes de compartilhamento de arquivos e o avanço da pirataria estão destruindo qualquer possibilidade de financiar idéias criativas. Se a banda larga se espraiar mais um pouco, será a morte da cultura, o céu de abrirá e anjos com trombetas anunciarão o fim do mundo.

Entendeu? Afirmar que a pirataria vai acabar com a “cultura” é um tanto infantil. Visto que não sabemos o que ele quis dizer com cultura. Mas podemos supor, ele quis dizer que conglomerados transnacionais de software produzem cultura? Que conglomerados da música descartavel produzem cultura? Ou ainda, que conglomerados de editoras e publicadoras de livros produzem cultura? Acho que não. Espero que não, porque é visivel que o mercado de musica assim como os outros não vão mal das perdas. Porque no final das contas quem vai pra rua é o funcionário dessas empresas e não o lucros que os investidores ganham.

Quem vai destruir a cultura? As grande coorporação que monobolizam com subornos os politicos ao redor do globo fazendo todos comerem, assistirem e lerem apenas o que eles querem, para mim isso soa mais real. Esse modelo está morrendo, e alguns encaram como morte da cultura, outros vêem como uma nova fase das atividades humanas. Historicamente, a pirataria sempre existiu, desde de que gutenberg fez a primeira copia da biblia, ou mesmo antes, “piratas” de livros escritos á mão, ou pinturas a oléo. A questão que perturbam o mercado é: Eles não sabem fazer dinheiro com a internet, sejamos sinceros, o boom das empresas .com na década passada mostrou isso. E o que é o mais engraçado disso são as concepções de pirataria e plágio, e vou dar um exemplo disso: um medicamento genérico não é pirataria enquanto um tênis naike made in china é! Porque isso acontece? Porque eles não aprenderam a fazer dinheiro com a internet, são burros demais ainda para isso, e quem está ganhando usa da idéia do p2p para isso, sem dúvida. Esse modelo capitalista não é mais bem quisto pelo povo mundial, uma outra coisa precisa surgir, uma coisa nova, aberta, opensource, p2p e sustentavel!

É a falta de competencia dos indutriais da cultural comercial que fazem eles estarem preocupados com a “pirataria”, e é só ver os bancos mundiais caindo a rodo por culpa de mal gestão, esteja certo disso. E como numa avalanche, somos nós morrendo no final, nos perdemos qualidade na tv, no radio, nos livros e em tudo enquanto eles estão sentados pensando em qual próximo “livro do ano” eles vão criar para ganhar milhões em cima de um autor qualquer.

Esse post foi infeliz nas suas colocações, é visivel o desconhecimento de Felipe sobre o assunto e no tocante demonstravel através da mistura de duas visões totalmente opostas mas que são colocadas como sendo aliadas: A MPAA e o famoso livro Matt Mason, “The Pirate´s Dilemma”. Ele consegue colocar como amigos a facista da MPAA, querendo manter o sistema como está para as coorporações, e o livro de Matt, que vai na maré contrária, afirmando que é necessária a mudança do sistema de produção de bens como a musica, o software e os livros com o advento da internet.

Os capitalistas não vêem nada de bom nisso mas imaginemos uma rede de tv que tenha todos seu programas seus para download num site, quem sabe via torrent, você acha que as pessoas iriam ficar baixando ilegalmente, ou não poderia haver compensação por isso? ?Creio que não! E esse exemplo é simples perto das idéias que surgem todos os dias como o site slicethepie ou jamendo na area da musica. Mas o que falta realmente? Falta que presidentes abram a cabeça para esse novo mundo de possibilidades e parem de pensar que é possivel voltar atrás do que já está acontecendo, não pode-se, nenhum dos consumidores deles querem isso. O que acontece ao inves disso? Eles querem prender como bandidos todos! Se for assim, seus próprios consumidores vão parar de comprar seus produtos porque eles vão estar na cadeia! Resumindo, o que falta não é conscientização contra a pirataria e sim contra a burrice de alguns que não querem encarar a realidade da mudança que eles chamam de pirataria ainda, porém eles não percebem que são eles que há mantém com seus preços abusivos. Um cd do Windows Vista num supermercado custa cerca de 200 reais! Quanto de lucro uma empresa como a Microsoft tem? Ou melhor, como alguem pode pagar por isso no brasil? E isso vale para tudo produzido, veja o documentário Story of Stuff e você vai entender o que eu estou dizendo. E você até pode achar coisa de freetard mas não é! O capitalismo que patriocinamos está destruindo todas as possibilidade de vida saudavel em todos os niveis, e inclusive o de consumo. Os preços são sempre abusivos e o lucro é o que importa e pronto. E o pior é ouvir profissionais construidos nos padrões de idéias cooporativas, eles mesmo não fazem ideia o quanto, defendendo algo que vai comer ele na próxima esquina, não vendo vendo as implicações da manutenção desse sistema auto destrutivo que ajudamos a construir. Como diz a letra da banda Catedral: “a pobreza é só um um meio de conseguir mais riqueza”, a industria da divida caiu e isso já é um bom começo para revermos nosso caminhos daqui em diante. Felipe pense e leia mais antes de apenas reproduzir o que te falam e do que você ouve na mídia tradicional! Abraço!

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